Perguntas

Perguntas:

1) O que caracteriza uma semijoia?

É fundamental compreender que atualmente, no Brasil não existe uma nomenclatura única e normatizada para diferenciar uma joia de uma semijoia ou de uma bijuteria. Existe sim um grande esforço neste sentido por parte de organismos como o IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos). Enquanto isto não se concretiza, podemos caracterizar uma semijoia pela percepção de mercado comum entre fabricantes, lojistas e consumidores que este nome suscita. Uma definição bem aceita é: Produto com aparência e acabamento similar a uma joia de ouro maciço, porém, utilizando em sua composição interna materiais menos caros que o ouro. Desta forma, quem adquire uma semijoia, espera que visualmente se transmita a percepção de uma joia de ouro maciço, a um custo bastante inferior.

 

Pode-se concluir, assim, que características esperadas de uma semi joia de boa qualidade sejam:

 

  • Design e porte compatível aos utilizados na joalheria (ouro);
  • Pedras e pérolas naturais ou idênticas às naturais, quando presentes no modelo;
  • Zircônias com qualidade de lapidação semelhante a brilhantes naturais, quando presentes no modelo;
  • Acabamento idêntico ao de uma joia de ouro, com ausência de rebarbas, furos ou manchas;
  • Paredes delgadas, proporcionando baixo peso conforme usado em ouro maciço;
  • Camada de ouro 18k de no mínimo 3 milésimos (brincos) em função de uma durabilidade que justifique o investimento.

2) Quais as diferenças entre a semijoia e a joia? E entre semijoia e bijuteria?

Levando em consideração os princípios que utilizei para definir a semijoia, as características mais comuns para diferenciar uma joia de uma semijoia são: primeiramente o uso de ouro maciço, em seguida, o uso de brilhantes naturais quando presentes no modelo. A qualidade da pedra e da lapidação também são diferenciadores destes dois produtos. Pedras como safiras, rubis, águas marinhas de qualidade são viáveis apenas em joias de ouro maciço. É importante salientar que, em casos muito especiais, a exclusividade do artista também pode caracterizar uma joia, independentemente de ser de ouro maciço.

 

A bijuteria por sua vez tem um enfoque diferente da semijoia por não ter o compromisso de fazer as vezes de uma joia de ouro. Assim possui uma concepção mais livre em design, tamanho, cores e acabamento. O enfoque na bijuteria é ser um acessório complementar à roupa, por isto está sujeita a rápidas mudanças de estilo. Na bijuteria é normalmente aceitável o uso de vidro e plástico, além de acabamento menos cuidadoso. Para não ficar com custo inviável, a bijuteria costuma ter uma camada de ouro abaixo de 1 milésimo.

 

3) Como identificar uma bijuteria de má qualidade?

Existem dois tipos de qualidade que devem ser observados na compra de uma bijuteria: a qualidade de acabamento e a qualidade dos materiais utilizados. Quanto ao acabamento, deve-se focar na presença de rebarbas, poros, falhas de polimento, além de inconformidades nas soldas. Este tipo de qualidade é facilmente percebido pelo cliente e pode ser visualizado mesmo em fotos de lojas virtuais. O outro tipo de qualidade está relacionado à camada de metal, aos tipos de metais utilizados e aos materiais das colas e pedrarias. Este aspecto é extremamente mais importante pois impacta na saúde de quem a usa. Camadas muito finas de ouro expõem com facilidade os metais menos nobres das camadas inferiores. Outra situação muito grave e comum no Brasil é o uso de níquel, cádmio e outros metais que provocam alergias e são considerados cancerígenos. Infelizmente esta avaliação de qualidade é complexa para um consumidor comum. A sugestão é evitar produtos de procedência duvidosa e produtos com acabamento descuidado (empresas que descuidam do que é visível, dificilmente cuidarão do que é oculto). Procure comprar produtos em lojas bem estruturadas e preferencialmente de fabricação nacional, pois só estas poderão dar informações precisas dos produtos e se responsabilizar pela qualidade.

 

4) Como verificar a qualidade de uma semijoia?

Na semijoia também se deve observar a qualidade visual e a qualidade dos materiais utilizados. Qualidade de acabamento visivelmente ruim não é tolerada em uma semijoia, devendo a peça ser imediatamente eliminada da escolha. Infelizmente existem semijoias com pouca camada de ouro e, ainda pior, com níquel. Para não errar neste ponto, fique atento ao fabricante. As melhores fábricas do Brasil trabalham sem níquel na produção e possuem um controle rigoroso de camada de ouro. Normalmente a partir de 3 milésimos para brincos. A sugestão é perguntar ao lojista sobre a procedência da peça, evitando especialmente produtos de importação duvidosa. Outra forma de se assegurar da qualidade é identificar o uso de materiais nobres como pedras e pérolas naturais, fator que indica que a fábrica se preocupa com a nobreza da composição do produto. Por último certifique-se que as semijoias tenham GARANTIA oferecida pela loja, tanto no banho, quanto nas peças.

 

5) Quais as diferenças entre uma peça banhada e uma folheada? Qual é melhor?

Pela nomenclatura comercial atual no Brasil, não há diferença entre uma peça banhada ou folheada. São considerados sinônimos. Entretanto para fim de curiosidade, a origem da palavra folheada vem de uma técnica de joalheria diferente e anterior à popularização do técnica de galvanoplastia (ou banho químico). Nela, aplicava-se uma fina lâmina ou folha de ouro ou prata em um metal menos nobre aplicando temperatura e impacto mecânico. Esta técnica caiu em desuso, restando o nome erroneamente aplicado.

 

6) Quais os principais metais utilizados na fabricação de semijoias? E pedras?

O processo mais tradicional de fabricação de semijoias é a fundição por cera perdida de uma liga metálica a base de cobre e zinco (latão ou bronze). Este é o principal metal em volume utilizado. No banho, para receber uma camada exterior brilhante de ouro 18k, o metal de base recebe normalmente duas camadas de cobre e uma camada de metal isolante branco. Este metal branco pode ser níquel ou, nas melhores empresas, liga de paládio. Algumas vezes adiciona-se ainda uma camada intermediária de prata. É interessante salientar que o ouro 18k possui em sua liga uma diversidade de metais, sempre na proporção de 25%, que definirão sua dureza, cor e resistência à oxidação. Em relação às pedras, pode-se afirmar que, pelo alto custo e dificuldade de padronização, poucas indústrias investem no uso de pedras naturais. Pergunte sempre ao lojista se a pedra é natural, pois isto dará um indicativo da qualidade e nobreza do produto. As pedras naturais mais utilizadas no Brasil em semijoias são as da família do quartzo (ametista, quartzo fumê, quartzo negro, quartzo rosa, etc.) Também são muito utilizadas zircônias sintéticas de até 1,5mm de diâmetro como substitutas dos diamantes.

 

7) Quais os cuidados necessários para a manutenção de uma semijoia?

Primeiramente, é importante salientar que semijoias não são concebidas para uso contínuo como alianças de casamento, sujeitas a todo o tipo de serviços e intempéries. São peças de adorno sensíveis que devem receber os mesmos cuidados que roupas e calçados especiais recebem. É interessante saber que o ouro da semijoia, mesmo sendo de 18k não é tão resistente à oxidação quanto às peças fundidas em ouro maciço em função das diferenças na uniformidade superficial a nível molecular. Em função destes fatores, alguns cuidados devem ser tomados:

 

  • evitar arranhões, choques mecânicos e quedas;
  • evitar contato com produtos químicos e perfumes;
  • limpar com sabão neutro e água;
  • lustrar com flanelas abrasivas especiais;
  • acondicionar fora da luz e longe de colas e veludos.

8) Qual a melhor forma de limpá-la? De que produtos ela deve ficar longe?

Para limpar uma semijoia, inicialmente deve-se compreender o tipo de resíduo que se pretende eliminar. Uma limpeza mais simples que elimina gorduras e ácido úrico proveniente da pele pode ser feita com água corrente e sabão neutro auxiliada com uma escova macia. Um possível escurecimento de oxidação causado por ácido úrico, produtos químicos ou forte incidência de luz pode ser facilmente removido com ajuda de uma flanela abrasiva (vendida em lojas de joias e acessórios). Caso estes procedimentos não funcionem, procure o vendedor para que encaminhe a peça ao fabricante para ser recuperada. Deve-se ficar longe de perfumes (passar perfume somente depois de alguns minutos colocar as semijoias – jamais aplicar perfume sobre as peças), produtos de limpeza, pele extremamente suada e embalagens com odor forte.

 

9) Qual a melhor maneira de guardar peças em semijoia?

A melhor forma de guardar peças de semijoia é em locais limpos e secos, como porta joias que não sejam forrados com veludo ou outro material tingido e/ou com cola. Evite guardar junto incensos ou materiais perfumados. Evite também guardar em exposição exagerada ao sol ou umidade.

 

10) Porque a prata e o ouro escurecem?

A prata e, mais especialmente o ouro, são metais nobres com excelente resistência à oxidação; por isto, são muito apreciados na indústria joalheira. Mas é preciso salientar que o processo de oxidação acontece em todos os metais em maior ou menor velocidade, conferindo a eles aspecto turvo ou escurecido. Ocorre a partir de uma reação das moléculas de metal com o oxigênio e pode ser acelerado através do contato com agentes químicos e com a luz.

Mesmo sendo resistentes à oxidação, as joias e semijoias são submetidas a situações extremas para um metal: luz, calor, umidade, atrito, perfumes, detergentes e ácido úrico. O agente mais comum no escurecimento de joias de ouro e prata é o ácido úrico expelido pela pele em maior ou menor quantidade, concentração e acidez em todas as pessoas. Assim, joias de um mesmo fornecedor podem escurecer mais rápido em uma pessoa do que em outra.

Caso seja uma característica de sua pele a grande incidência de ácido úrico, procure lavar suas joias com frequência com água e sabão neutro, secando-as bem logo em seguida. Sempre que escurecer você poderá limpá-las com flanela abrasiva para ouro e prata que se encontram à venda nos melhores estabelecimentos do ramo.

 

11) Oque são Zircônias ou Zircônias Cúbicas?

Zircônias naturais são minerais raros e inviáveis para uso em joalheria. As zircônias que se conhece em joias e semijoias são sintéticas, denominadas Zircônias Cúbicas, por sua forma de cristalização. É o material com característica de brilho e possibilidade de lapidação mais próximo ao diamante que se conhece.

Por isto, sua diferenciação de um diamante verdadeiro deve ser feita por um profissional habilitado. As zircônias podem ter cores diferentes e possuem grande durabilidade e resistência, portanto, podem ser cravadas em joias e semijoias da mesma forma que diamantes.

 

 

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